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O
deputado do PCP João Oliveira denunciou ontem que o “corte” nas
verbas para investimento em hospitais públicos com gestão
empresarial, em 2008 e 2009, poderá “adiar” ou “comprometer” a
construção de um novo hospital em Évora.
“A
construção do novo hospital de Évora fica mais uma vez adiada ou
mesmo comprometida”, afirmou o deputado comunista, em
declarações à agência Lusa, no final de uma reunião com a
administração do Hospital do Espírito Santo, de Évora.
Em causa está, segundo o deputado, uma Resolução do Conselho de
Ministros, publicada a semana passada, em que o Hospital de
Évora, Entidade Pública Empresarial (EPP), “sofre um corte nas
verbas para investimento de 80 por cento este ano e de 97 por
cento em 2009”.
“Estas verbas são destinadas à subscrição do capital do
hospital”, disse João Oliveira, denunciado que “os cortes este
ano e em 2009 atiram para 2010 a transferência das verbas
necessárias para a construção do novo hospital”.
“Esta situação torna-se ainda mais grave, uma vez que a
construção do novo hospital em Évora era apontada como o único
caso de construção integralmente suportada com fundos públicos,
partindo da capacidade de investimento do actual hospital, que
agora fica seriamente reduzida”, explicou.
Segundo João Oliveira, “o montante do capital social do hospital
de Évora necessário à construção da nova unidade (55 milhões de
euros) é precisamente aquele que cuja transferência é uma vez
mais adiada, agora para depois de 2010”.
“Em 2010, já estaremos noutra legislatura, sem garantias de que
o governo que resulte das legislativas do próximo ano mantenha a
intenção de construir o novo hospital”, alegou.
Os
comunistas prometem que na discussão do Orçamento de Estado (OE)
para 2009 vão apresentar propostas para garantir a construção do
novo hospital de Évora, alegando que se trata de “um
investimento de vital importância para todo o Alentejo, que não
pode estar sujeito às conjunturas e vontades políticas de cada
momento”.
Na
sequência de uma pergunta endereçada pelo Grupo Parlamentar do
PCP, o Ministério da Saúde desmentiu a semana passada qualquer
redução de verbas para os hospitais públicos com gestão
empresarial, garantindo ter sido feita apenas uma alteração de
calendário para responder às “necessidades reais de realização
dos investimentos previstos”. |