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Julgados de Paz alargados aos concelhos de Setúbal e Palmela

01/08/08

 

 

   Os concelhos de Setúbal e Palmela têm desde hoje a funcionar o mais recente Julgado de Paz de uma rede que arrancou em 2001, beneficia um quarto da população e já recebeu mais de 21 mil processos, segundo o ministro da Justiça.

   Para Alberto Costa, que presidiu à inauguração do Julgado de Paz de Setúbal/Palmela, "é mais uma peça a justificar a importância cada vez maior de uma justiça de proximidade".

   "É muito importante porque não é possível resolver todos os conflitos com a oferta clássica dos tribunais, é preciso criar soluções mais expeditas, mais baratas, mais amigas, mais próximas e eu julgo que os Julgados de Paz existem e têm vindo a desenvolver-se justamente para isso", defendeu Alberto Costa em declarações aos jornalistas.

   No entender do ministro, "não é possível hoje pensar que os tribunais podem resolver todos os conflitos que emergem numa sociedade".

   Para Alberto Costa, os Julgados de Paz são soluções alternativas que beneficiam já um quarto da população portuguesa.

   "Já registámos mais de 21 mil processos nos Julgados de Paz, o que, num número de anos muito limitado, já que a lei que regula os Julgados de Paz é de 2001, mostra bem a afirmação e a aceitação crescente destas instituições na sociedade portuguesa", defendeu.

   Uma crescente aceitação que justifica a admissão de mais juízes, questão que Alberto Costa garantiu estar a ser resolvida, sublinhando que "dentro de dias" estarão já colocados novos juízes nos vários Julgados.

   Alberto Costa adiantou ainda que durante os próximos meses está prevista a instalação de mais dois Julgados de Paz, um para o agrupamento de concelhos de Aljustrel, Almodôvar, Castro Verde, Mértola e Ourique e outro para os concelhos de Trancoso e Aguiar da Beira.

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