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Projectos em Reguengos de Monsaraz prestes a entrar em obras

08/08/08

 

 

   As primeiras obras do Parque Alqueva e da Herdade do Barrocal, dois dos três projectos turísticos para Reguengos de Monsaraz, nas margens de Alqueva, devem arrancar em "Setembro ou Outubro", revelou o vice-presidente da câmara.

   José Calixto referiu que “essas são as datas de referência dos promotores para o início das obras do Parque Alqueva e o projecto da Herdade do Barrocal também tem condições para avançar nessa altura”.

   Os promotores dos dois projectos, a Sociedade Alentejana de Investimentos e Participações (SAIP), liderada por José Roquette e responsável pelo Parque Alqueva, e o grupo Aquapura, da Herdade do Barrocal, divulgam publicamente, dia 15, "as datas mais concretas para o arranque efectivo das obras", disse o autarca

   A calendarização dos trabalhos vai ser tornada pública durante um seminário em Reguengos de Monsaraz, integrado na feira ExpoReg, dirigido aos habitantes e tecido empresarial do concelho.

   Na mesma ocasião, o terceiro empreendimento turístico projectado para o concelho, o Vila Lago Monsaraz Golf & Nautic Resort, da Imoholding, liderado por Aprígio Santos, também é apresentado ao público pela primeira vez.

   Mais avançados, já com planos de pormenor publicados em Diário da República, o Parque Alqueva e a Herdade do Barrocal de São Lourenço preparam-se para começar com as obras no terreno.

   O Parque Alqueva, classificado como de Potencial Interesse Nacional (PIN) e um dos maiores investimentos turísticos a realizar no Alentejo na próxima década, vai "nascer" em três herdades, criando dois mil postos de trabalho, e prevê um investimento de mil milhões de euros.

   Uma das primeiras obras, que "está já a ser preparada", segundo o vice-presidente, vai envolver a movimentação de "80 mil toneladas de terra da herdade das Areias para a de Roncão d'El Rei, onde começa o primeiro campo de golfe".

   O complexo da SAIP, com implementação faseada ao longo de duas décadas, contempla aldeamentos turísticos, hotéis, campos de golfe e de férias, unidades de saúde, agricultura biológica e centros equestre, de conferências e de desportos náuticos, entre outras valências.

   Quanto à Herdade do Barrocal, igualmente PIN, envolve um investimento de 90 milhões de euros e resulta de uma parceria entre a família de Maria do Carmo Martins Pereira e o grupo Aquapura, constituído por António Mexia, Diogo Vaz Guedes e Miguel Simões de Almeida.

   O empreendimento prevê diferentes valências como um hotel design, de cinco estrelas e cujo projecto de arquitectura "já foi seleccionado", moradias turísticas e 600 hectares de agricultura biológica.

   Já o terceiro projecto turístico no concelho, também próximo de Alqueva, da Imoholding, mais recente, está a andar bem. Os promotores, avançou, esperam entregar este mês a proposta inicial do plano de pormenor na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, que deverá ser aprovado "até final do ano ou Janeiro de 2009".

   Ainda sem investimento global divulgado, o empreendimento, nas herdades dos Gagos e Xerez, perto da vila medieval de Monsaraz, vai ficar situado numa área em que o Plano de Ordenamento das Albufeiras do Alqueva e Pedrógão (POAAP) autoriza uma capacidade máxima de 2.250 camas turísticas.

   Um campo de golfe, dois hotéis design, de cinco estrelas, moradias turísticas, um parque temático ligado à história do concelho, desde o período megalítico até à actualidade, zona desportiva e ancoradouros são algumas das linhas estratégicas do complexo.

   Na "estratégia global" do município para o desenvolvimento turístico do concelho também se inclui a melhoria das acessibilidades rodoviárias.

   "Temos vindo a fazer um conjunto de requalificações e queremos agora avançar com melhoramentos nas últimas três estradas que precisam de arranjo estrutural", afirmou José Calixto.

   Além destas melhorias e de outras obras, a autarquia prevê recuperar um caminho rural para construir uma ligação entre a aldeia de Campinho e a estrada para Monsaraz, para fechar o circuito entre esta aldeia medieval e a Amieira (Portel), sempre por uma estrada “marginal ao Grande Lago de Alqueva”.

   Numa visita a Reguengos de Monsaraz, no final de Julho, o secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos, destacou a importância dos investimentos na melhoria da rede viária em Alqueva para o desenvolvimento turístico da região.

   Na cerimónia, o governante apresentou investimentos globais de 13,3 milhões de euros só para a zona do Alqueva, os quais vão permitir a "melhoria das condições de segurança na rede viária", nomeadamente nas ligações entre os concelhos de Portel e Reguengos de Monsaraz e ao Grande Lago.
 

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