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As
primeiras obras do Parque Alqueva e da Herdade do Barrocal, dois
dos três projectos turísticos para Reguengos de Monsaraz, nas
margens de Alqueva, devem arrancar em "Setembro ou Outubro",
revelou o vice-presidente da câmara.
José Calixto referiu que “essas são as datas de referência dos
promotores para o início das obras do Parque Alqueva e o
projecto da Herdade do Barrocal também tem condições para
avançar nessa altura”.
Os promotores dos dois projectos, a Sociedade Alentejana de
Investimentos e Participações (SAIP), liderada por José Roquette
e responsável pelo Parque Alqueva, e o grupo Aquapura, da
Herdade do Barrocal, divulgam publicamente, dia 15, "as datas
mais concretas para o arranque efectivo das obras", disse o
autarca
A calendarização dos trabalhos vai ser tornada pública durante um
seminário em Reguengos de Monsaraz, integrado na feira ExpoReg,
dirigido aos habitantes e tecido empresarial do concelho.
Na mesma ocasião, o terceiro empreendimento turístico projectado
para o concelho, o Vila Lago Monsaraz Golf & Nautic Resort, da
Imoholding, liderado por Aprígio Santos, também é apresentado ao
público pela primeira vez.
Mais avançados, já com planos de pormenor publicados em Diário da
República, o Parque Alqueva e a Herdade do Barrocal de São
Lourenço preparam-se para começar com as obras no terreno.
O Parque Alqueva, classificado como de Potencial Interesse Nacional
(PIN) e um dos maiores investimentos turísticos a realizar no
Alentejo na próxima década, vai "nascer" em três herdades,
criando dois mil postos de trabalho, e prevê um investimento de
mil milhões de euros.
Uma das primeiras obras, que "está já a ser preparada", segundo o
vice-presidente, vai envolver a movimentação de "80 mil
toneladas de terra da herdade das Areias para a de Roncão d'El
Rei, onde começa o primeiro campo de golfe".
O complexo da SAIP, com implementação faseada ao longo de duas
décadas, contempla aldeamentos turísticos, hotéis, campos de
golfe e de férias, unidades de saúde, agricultura biológica e
centros equestre, de conferências e de desportos náuticos, entre
outras valências.
Quanto à Herdade do Barrocal, igualmente PIN, envolve um
investimento de 90 milhões de euros e resulta de uma parceria
entre a família de Maria do Carmo Martins Pereira e o grupo
Aquapura, constituído por António Mexia, Diogo Vaz Guedes e
Miguel Simões de Almeida.
O empreendimento prevê diferentes valências como um hotel design,
de cinco estrelas e cujo projecto de arquitectura "já foi
seleccionado", moradias turísticas e 600 hectares de agricultura
biológica.
Já o terceiro projecto turístico no concelho, também próximo de
Alqueva, da Imoholding, mais recente, está a andar bem. Os
promotores, avançou, esperam entregar este mês a proposta
inicial do plano de pormenor na Comissão de Coordenação e
Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, que deverá ser
aprovado "até final do ano ou Janeiro de 2009".
Ainda sem investimento global divulgado, o empreendimento, nas
herdades dos Gagos e Xerez, perto da vila medieval de Monsaraz,
vai ficar situado numa área em que o Plano de Ordenamento das
Albufeiras do Alqueva e Pedrógão (POAAP) autoriza uma capacidade
máxima de 2.250 camas turísticas.
Um campo de golfe, dois hotéis design, de cinco estrelas, moradias
turísticas, um parque temático ligado à história do concelho,
desde o período megalítico até à actualidade, zona desportiva e
ancoradouros são algumas das linhas estratégicas do complexo.
Na "estratégia global" do município para o desenvolvimento
turístico do concelho também se inclui a melhoria das
acessibilidades rodoviárias.
"Temos vindo a fazer um conjunto de requalificações e queremos
agora avançar com melhoramentos nas últimas três estradas que
precisam de arranjo estrutural", afirmou José Calixto.
Além destas melhorias e de outras obras, a autarquia prevê
recuperar um caminho rural para construir uma ligação entre a
aldeia de Campinho e a estrada para Monsaraz, para fechar o
circuito entre esta aldeia medieval e a Amieira (Portel), sempre
por uma estrada “marginal ao Grande Lago de Alqueva”.
Numa visita a Reguengos de Monsaraz, no final de Julho, o
secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das
Comunicações, Paulo Campos, destacou a importância dos
investimentos na melhoria da rede viária em Alqueva para o
desenvolvimento turístico da região.
Na cerimónia, o governante apresentou investimentos globais de 13,3
milhões de euros só para a zona do Alqueva, os quais vão
permitir a "melhoria das condições de segurança na rede viária",
nomeadamente nas ligações entre os concelhos de Portel e
Reguengos de Monsaraz e ao Grande Lago.
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