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Obras nas pontes de Coruche só para o ano

08/08/08

 

 

   A montagem da ponte militar provisória sobre o rio Sorraia que vai escoar parte do trânsito automóvel durante a intervenção de reforço estrutural das seis pontes metálicas de Coruche ainda vai ter de esperar.

   Só no início de Julho a empresa Estradas de Portugal decidiu publicar o anúncio de concurso público para construção dos acessos à ponte militar provisória, incluindo a execução dos encontros da ponte nas margens. O prazo de execução dessa empreitada é de 180 dias, para um custo de 420.020 euros mais IVA. A admissão de propostas a concurso decorre até 13 de Agosto. Só a partir dessa data será adjudicada a obra e assinado o auto de consignação.

   Demasiado tempo para quem, como o presidente da Câmara de Coruche, confiava que em Abril ou Maio deste ano começassem os trabalhos de montagem da ponte militar para que as obras nas pontes tivesse início antes do Outono. Recorde-se que a primeira previsão para o início da obra nas pontes era o Outono, mas de 2007.

   Numa visita em Junho efectuada a Coruche, o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, afirmou que a obra das seis pontes de Coruche foi adjudicada à empresa Conduril e que bastava assinar o auto de consignação. Orçados em três milhões de euros, os trabalhos nas seis pontes têm um prazo de execução de um ano, indicou o governante.

   Os trabalhos relativos à montagem da ponte militar provisória consistem na execução dos acessos rodoviários desde a Estrada de Meias à margem e travessia provisória na extensão de 700 metros. Implicam ainda o desvio desde a Estrada Nacional 114, a execução dos encontros de betão armado da travessia junto às margens e na montagem e desmontagem de sinalização a criar na EN 119, na Estrada de Meias e no próprio desvio.

   A estrutura provisória deverá ser montada cerca de um quilómetro a montante da ponte Teófilo da Trindade, ligando a estrada de Meias e a estrada da Erra, na zona de Santo André. No acordo entre EP, EPE e autarquia fica estabelecido que a ponte militar será usada durante quatro meses, além de mais um mês para montagem.

   A autarquia disponibiliza terrenos de acesso a ambas as margens e define uma zona de estaleiro de 2.500 metros quadrados. Terá ainda de garantir alimentação e alojamento a 36 praças, oficiais e sargentos durante a operação de montagem e desmontagem da travessia.

   A estrutura militar vai ter capacidade para circulação de viaturas até 20 toneladas o que, além do tráfego de veículos ligeiros, irá permitir a circulação de autocarros de passageiros, de camiões de recolha de lixo e das centenas de pessoas que trabalham na Zona Industrial do Monte da Barca.
 

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