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A
montagem da ponte militar provisória sobre o rio Sorraia que vai
escoar parte do trânsito automóvel durante a intervenção de
reforço estrutural das seis pontes metálicas de Coruche ainda
vai ter de esperar.
Só no início de Julho a empresa Estradas de Portugal decidiu
publicar o anúncio de concurso público para construção dos
acessos à ponte militar provisória, incluindo a execução dos
encontros da ponte nas margens. O prazo de execução dessa
empreitada é de 180 dias, para um custo de 420.020 euros mais
IVA. A admissão de propostas a concurso decorre até 13 de
Agosto. Só a partir dessa data será adjudicada a obra e assinado
o auto de consignação.
Demasiado tempo para quem, como o presidente da Câmara de Coruche,
confiava que em Abril ou Maio deste ano começassem os trabalhos
de montagem da ponte militar para que as obras nas pontes
tivesse início antes do Outono. Recorde-se que a primeira
previsão para o início da obra nas pontes era o Outono, mas de
2007.
Numa visita em Junho efectuada a Coruche, o ministro das Obras
Públicas, Mário Lino, afirmou que a obra das seis pontes de
Coruche foi adjudicada à empresa Conduril e que bastava assinar
o auto de consignação. Orçados em três milhões de euros, os
trabalhos nas seis pontes têm um prazo de execução de um ano,
indicou o governante.
Os trabalhos relativos à montagem da ponte militar provisória
consistem na execução dos acessos rodoviários desde a Estrada de
Meias à margem e travessia provisória na extensão de 700 metros.
Implicam ainda o desvio desde a Estrada Nacional 114, a execução
dos encontros de betão armado da travessia junto às margens e na
montagem e desmontagem de sinalização a criar na EN 119, na
Estrada de Meias e no próprio desvio.
A estrutura provisória deverá ser montada cerca de um quilómetro a
montante da ponte Teófilo da Trindade, ligando a estrada de
Meias e a estrada da Erra, na zona de Santo André. No acordo
entre EP, EPE e autarquia fica estabelecido que a ponte militar
será usada durante quatro meses, além de mais um mês para
montagem.
A autarquia disponibiliza terrenos de acesso a ambas as margens e
define uma zona de estaleiro de 2.500 metros quadrados. Terá
ainda de garantir alimentação e alojamento a 36 praças, oficiais
e sargentos durante a operação de montagem e desmontagem da
travessia.
A estrutura militar vai ter capacidade para circulação de viaturas
até 20 toneladas o que, além do tráfego de veículos ligeiros,
irá permitir a circulação de autocarros de passageiros, de
camiões de recolha de lixo e das centenas de pessoas que
trabalham na Zona Industrial do Monte da Barca.
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