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Com todas as fábricas nacionais a viverem momentos complicados,
os fornecedores enfrentam também um futuro pouco risonho. Na V.N.
Automóveis, em Vendas Novas, a linha de montagem de onde saem os
veículos ISUZU está a trabalhar com menos funcionários (partes
deles redireccionados para outras áreas da fábrica) e está a ser
cumprido um plano de redução da actividade.
Em alguns dias da semana, mais de 40 pessoas, num total de 140, têm
formação e não vão trabalhar.
Por sua vez, a Autoeuropa anunciou que irá parar a produção durante
três semanas este trimestre. Aproveitou, ontem, a divulgação dos
resultados anuais para anunciar que, no primeiro trimestre, irá
parar a produção durante 16 dias, no caso dos modelos Eos e
Scirocco, e 17 dias, no caso dos monovolumes Sharan e Alhambra.
No total, estas três semanas representam 77% dos dias de não
produção que a fábrica tem ao dispor.
Os primeiros dias de paragem total da fábrica estão previstos para
a semana de Carnaval, no fim de Fevereiro, clarificou o
director-geral da unidade de Palmela, Andreas Heinrich. "É como
se estivéssemos a conduzir um automóvel com nevoeiro. Temos de
reduzir a velocidade para não ter um acidente", ilustrou.
Estes dias de não produção estão directamente ligados à quebra de
encomendas à fábrica, estando também prevista outra paragem de
um mês, em Abril, para remodelação da linha de montagem.
Embora tenha conseguido aumentar a produção anual de 93 609 para 94
100 veículos, em 2008, a meta inicial de fabricar 100 mil
automóveis não foi cumprida, sobretudo devido à queda das
encomendas a partir de Setembro.
Num cenário de incerteza, a direcção da Autoeuropa está a
equacionar a introdução de semanas de quatro ou seis dias de
trabalho, consoante os picos de encomendas. A medida terá de ser
negociada com a Comissão de Trabalhadores e só poderá ser posta
em prática depois da entrada em vigor do novo Código do
Trabalho. |
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