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Mariana Galvanito de 23 anos, militar da Marinha portuguesa foi
anteontem encontrada morta a bordo da fragata Álvares Cabral,
que se encontrava atracada no porto de Portsmouth, no sul de
Inglaterra.
A jovem, natural de Abela, concelho de Santiago do Cacém, estava
enforcada com um lençol na escadaria de acesso à lavandaria da
fragata. Suicídio é a hipótese mais provável. Exercia funções de
electricista e estava na Marinha desde os 18 anos.
Segundo o Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA), está em
curso o processo de averiguações para apurar circunstâncias em
que a militar faleceu, apesar de, ao que "tudo indica, ter
atentado contra a sua vida". "A par de peritagens e
procedimentos a levar a cabo pelas autoridades inglesas,
decorrem diligências para a trasladação do corpo para Portugal",
diz o EMGFA.
A fragata tinha partido da base do Alfeite a 17 de Janeiro para
liderar a Força Naval de Reacção Rápida da NATO. A fragata
inicia em Março a “Operação Pérola”, com passagem por vários
países asiáticos, e culminará com a visita à Austrália, em
Julho. Estão previstas passagens pela Somália e estreito de
Malaca, zonas marcadas por grande actividade de pirataria. |
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