|
|
A Universidade de Évora vai avançar “esta semana” com obras numa
residência estudantil que, segundo a Juventude Comunista
Portuguesa (JCP), tem infiltrações e não disponibiliza água
quente, revelou hoje à agência Lusa fonte da academia.
A JCP, em comunicado, denuncia que as 20 alunas da residência
universitária das Portas de Moura, situada em pleno centro
histórico de Évora, estão “sem água quente desde Outubro de
2008” e “vivem com água a cair pelas paredes”, devido a
infiltrações.
“Os estudantes deram a conhecer o problema à reitoria, ainda em
Dezembro. Esta não o resolveu por falta de condições
económicas”, lê-se no documento.
Afirmando-se solidária com os estudantes, a JCP responsabiliza “os
sucessivos governos, especialmente o actual PS, que têm
contribuído para esta e outras situações, através de políticas
de desinvestimento que só servem para elitizar e destruir o
Ensino Superior Público”.
O administrador dos serviços de acção social da Universidade de
Évora, António Ramalhinho, prometeu que as obras arrancarão
ainda esta semana.
“Íamos avançar com a reparação segunda-feira, mas começaram obras
da autarquia no exterior e tivemos de adiar”, disse o
responsável. António Ramalhinho explicou que a falta de água
quente se deve a roturas nas canalizações, já antigas.
“Em Outubro”, garantiu, a universidade tentou resolver a situação,
pedindo aos estudantes que utilizassem “residências mais
próximas”, mas “as alunas não aceitaram” essa solução.
Já em Dezembro, acrescentou, foi feita uma “avaliação da situação”
e solicitados orçamentos a três empresas, tendo sido decidido,
no mês seguinte, a “instalação de uma nova canalização no
exterior das paredes”.
A intervenção do município na via pública deve estar concluída
“quarta-feira”, de acordo com António Ramalhinho, tencionando a
academia avançar logo a seguir com a “reparação das
canalizações” na residência.
António Ramalhinho adiantou ainda que a residência das Portas de
Moura vai fazer parte de um “programa alargado” de recuperação e
manutenção de residências, que será financiado pelo programa de
investimentos do Estado (PIDDAC), entrando em obras “profundas”
no decorrer deste ano. |
 |