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Obras em residência estudantil em Évora com infiltrações e falta de água quente

11/02/09

 

 

    A Universidade de Évora vai avançar “esta semana” com obras numa residência estudantil que, segundo a Juventude Comunista Portuguesa (JCP), tem infiltrações e não disponibiliza água quente, revelou hoje à agência Lusa fonte da academia.

   A JCP, em comunicado, denuncia que as 20 alunas da residência universitária das Portas de Moura, situada em pleno centro histórico de Évora, estão “sem água quente desde Outubro de 2008” e “vivem com água a cair pelas paredes”, devido a infiltrações.

   “Os estudantes deram a conhecer o problema à reitoria, ainda em Dezembro. Esta não o resolveu por falta de condições económicas”, lê-se no documento.

   Afirmando-se solidária com os estudantes, a JCP responsabiliza “os sucessivos governos, especialmente o actual PS, que têm contribuído para esta e outras situações, através de políticas de desinvestimento que só servem para elitizar e destruir o Ensino Superior Público”.

   O administrador dos serviços de acção social da Universidade de Évora, António Ramalhinho, prometeu que as obras arrancarão ainda esta semana.

   “Íamos avançar com a reparação segunda-feira, mas começaram obras da autarquia no exterior e tivemos de adiar”, disse o responsável. António Ramalhinho explicou que a falta de água quente se deve a roturas nas canalizações, já antigas.

   “Em Outubro”, garantiu, a universidade tentou resolver a situação, pedindo aos estudantes que utilizassem “residências mais próximas”, mas “as alunas não aceitaram” essa solução.

   Já em Dezembro, acrescentou, foi feita uma “avaliação da situação” e solicitados orçamentos a três empresas, tendo sido decidido, no mês seguinte, a “instalação de uma nova canalização no exterior das paredes”.

   A intervenção do município na via pública deve estar concluída “quarta-feira”, de acordo com António Ramalhinho, tencionando a academia avançar logo a seguir com a “reparação das canalizações” na residência.

   António Ramalhinho adiantou ainda que a residência das Portas de Moura vai fazer parte de um “programa alargado” de recuperação e manutenção de residências, que será financiado pelo programa de investimentos do Estado (PIDDAC), entrando em obras “profundas” no decorrer deste ano.

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