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O Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI)
criticou a redução do período normal de trabalho, durante quatro
meses, anunciada pela fábrica de Évora da multinacional
norte-americana Tyco Electronics. A intenção da empresa implica
uma paragem de 12 dias, por um período de quatro meses.
A reacção do sindicalista Rogério Silva, surge depois do anúncio da
Tyco Electronics de suspender contratos de trabalho a mais 60
operários, a partir de Março, e de reduzir o período normal de
trabalho para os restantes durante quatro meses.
A empresa revela em comunicado que “foi alcançado um acordo” com os
três sindicatos representativos dos trabalhadores depois de
concluído o período de informação e negociação.
Contudo, Rogério Silva garante que “o sindicato não deu o processo
como concluído”, esperando a marcação de mais reuniões.
“Não assinámos nenhuma acta em que estávamos de acordo”, disse.
Para o dirigente sindical, “não está demonstrado que a redução de
facturação e encomendas, que a empresa alega, tenha uma relação
directa com o número de trabalhadores que se pretende envolver”.
Por outro lado, Rogério Silva considera que se trata de “uma
intenção que procura recuperar, à custa dos salários dos
trabalhadores, eventuais prejuízos acumulados”.
“É absolutamente escandaloso”, disse o dirigente do SIESI,
recordando que “a Tyco é uma empresa que ao longo destes últimos
anos tem sido beneficiária de avultados apoios do Estado
português”.
Rogério Silva lembra que “os trabalhadores da Tyco não andaram a
especular na bolsa, nem de Nova Iorque nem de Lisboa”. |
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